Mais de 200 pessoas, entre militantes e simpatizantes do Psol, se reuniram na tarde desse último domingo no sindicato dos professores de São Paulo pra debater a atual conjuntura política nacional. Entre os oradores da mesa estavam figuras como Ivan Valente, deputado federal por São Paulo e presidente nacional do partido, Lúcio Gregory, ex-secretário da pasta dos transportes no município e um dos idealizadores da tarifa zero, Luca, companheiro do MPL, que explanou a respeito do revogamento do reajuste da passagem em São Paulo, grande vitória da esquerda e dos movimentos sociais. O professor Vladimir Safatle foi convidado mas não pôde comparecer por conta de contratempos. Mesmo assim enviou uma carta parabenizando o partido pelo debate e afirmando que o país passa por uma crise institucional.
Mais de 20 companheiros se inscreveram para fazer uso da fala e o debate foi de alto nível, abordando diversos temas da política nacional e da vida partidária. A TR ratifica a necessidade de chamar ainda mais debates entre os filiados do partido, formando uma massa crítica de estudantes e trabalhadores para o liderarem a classe no período político pelo qual passamos. Nesse sentido, parabenizamos o diretório de São Paulo pela atividade promovida.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Continuar nas ruas e tomar o poder!
por Mário Medina
Nunca antes na historia desse país, parafraseando o sapão barbudo,
houveram tamanhas e sucessivas manifestações de rua como as que tem
acontecido nesse ultimo mês. A população em geral resolveu sair às
ruas e manifestar todo seu descontentamento com o governo Dilma e a
a classe política burguesa.
Verdade que o povo desse país não é tão politizado como gostaríamos
que fosse, todavia notamos que ele não é tão alienado como
imaginávamos. Os ventos das mobilizações das classes trabalhadoras do
velho continente, e as revoltas por democracia que varreram o norte da
África e o Oriente Médio, no que ficou conhecido como Primavera Árabe,
chegaram ao Brasil com certo atraso, mas na esteira da crise do
capital financeiro, que é internacional pelo próprio caráter do
capitalismo contemporâneo.
O povo brasileiro cansou de ver seu país como quintal do imperialismo
norte-americano e europeu. Porque de fato o que aconteceu no Brasil
nesse último período foi um maior afluxo dos negócios das grandes
transnacionais que giraram sua exploração em direção aos países de
terceiro mundo, entre eles o Brasil, país de governo entreguista e
submisso, de burguesia atrasada, retrógrada, que não teve forças
suficientes para desenvolver o capitalismo local.
E o povo está cansado de tanta usurpação, está cansado de trabalhar
exaustivamente e ser tratado como boi num pais que só ricos tem
acesso à saúde e educação de qualidade, porque estes não dependem do
serviço público sucateado, como dependem as classes trabalhadoras que
sustentam esse país com o suor de seu rosto e as vultosíssimas
quantias de tributos pagas ao governo.
A paciência do trabalhador brasileiro está mais esgotada que nunca.
Após a ditadura militar, período assombroso de nossa historia, seguida
dos ataques neoliberais desferidos pelo governo tucano de FHC, de toda
a traição do PT, esgotando ainda mais as esperanças do proletariado
com a frente popular, o povo brasileiro se depara com uma situação
social tão trágica, que se vê impelido a tomar uma atitude drástica e
enfrentar os politiqueiros com a única coisa que lhe sobrou, os
métodos de ação direta, como passeatas, ocupações de espaços públicos,
greves e motins.
Numa tentativa desesperada de conter o avanço revolucionário das
massas, o governo do PT foi à mídia munido de um discurso conciliador
e colocou militantes e parlamentares para dizer que o que havia no
país era uma tentativa de golpe da direita, numa tremenda cara de pau,
como se a direita brasileira não estivesse atrelada ao governo do PT.
A verdade é que a maioria da burguesia e da direita compõem e
sustentam o PT no governo, porque, como podemos notar, o governo de
frente popular é a última saída histórica da burguesia para manter
uma aparência de democracia no regime político em que estamos. O PT
era a única saída para manter as aparências com a classe trabalhadora,
justamente por conta de sua base social nos sindicatos e movimentos
sociais.
Agora o intuito do PT é manobrar as massas e a esquerda mais
centrista e ingênua, para não falar dos conspiracionistas inveterados, a sair das ruas e manter a ordem ``natural'' dos
arranjos sociais até então admitidos pela elite que se beneficia do
status quo.
A TR ratifica a necessidade da classe trabalhadora continuar na rua e
arrancar ainda mais projetos de lei que beneficiem a nossa classe,
forçando os políticos a retrocederem nos ataques como o da PEC 37 e do
Projeto Cura Gay. Foi graças a pressão das ruas que esse parlamento
comprado e viciado que temos votou, em apenas uma semana, projetos
políticos da envergadura dos que foram votados. Graças a pressão das
ruas o congresso nacional fez, em uma semana, coisa que não faria em
dez anos de legislatura.
A tarefa da esquerda e das centrais sindicais é chamar greves gerais
e mobilizar continuamente a classe trabalhadora brasileira, agudizando
as lutas e organizando a classe para um momento ainda mais auspicioso
para a tomada do poder pelo proletariado.
Nunca antes na historia desse país, parafraseando o sapão barbudo,
houveram tamanhas e sucessivas manifestações de rua como as que tem
acontecido nesse ultimo mês. A população em geral resolveu sair às
ruas e manifestar todo seu descontentamento com o governo Dilma e a
a classe política burguesa.
Verdade que o povo desse país não é tão politizado como gostaríamos
que fosse, todavia notamos que ele não é tão alienado como
imaginávamos. Os ventos das mobilizações das classes trabalhadoras do
velho continente, e as revoltas por democracia que varreram o norte da
África e o Oriente Médio, no que ficou conhecido como Primavera Árabe,
chegaram ao Brasil com certo atraso, mas na esteira da crise do
capital financeiro, que é internacional pelo próprio caráter do
capitalismo contemporâneo.
O povo brasileiro cansou de ver seu país como quintal do imperialismo
norte-americano e europeu. Porque de fato o que aconteceu no Brasil
nesse último período foi um maior afluxo dos negócios das grandes
transnacionais que giraram sua exploração em direção aos países de
terceiro mundo, entre eles o Brasil, país de governo entreguista e
submisso, de burguesia atrasada, retrógrada, que não teve forças
suficientes para desenvolver o capitalismo local.
E o povo está cansado de tanta usurpação, está cansado de trabalhar
exaustivamente e ser tratado como boi num pais que só ricos tem
acesso à saúde e educação de qualidade, porque estes não dependem do
serviço público sucateado, como dependem as classes trabalhadoras que
sustentam esse país com o suor de seu rosto e as vultosíssimas
quantias de tributos pagas ao governo.
A paciência do trabalhador brasileiro está mais esgotada que nunca.
Após a ditadura militar, período assombroso de nossa historia, seguida
dos ataques neoliberais desferidos pelo governo tucano de FHC, de toda
a traição do PT, esgotando ainda mais as esperanças do proletariado
com a frente popular, o povo brasileiro se depara com uma situação
social tão trágica, que se vê impelido a tomar uma atitude drástica e
enfrentar os politiqueiros com a única coisa que lhe sobrou, os
métodos de ação direta, como passeatas, ocupações de espaços públicos,
greves e motins.
Numa tentativa desesperada de conter o avanço revolucionário das
massas, o governo do PT foi à mídia munido de um discurso conciliador
e colocou militantes e parlamentares para dizer que o que havia no
país era uma tentativa de golpe da direita, numa tremenda cara de pau,
como se a direita brasileira não estivesse atrelada ao governo do PT.
A verdade é que a maioria da burguesia e da direita compõem e
sustentam o PT no governo, porque, como podemos notar, o governo de
frente popular é a última saída histórica da burguesia para manter
uma aparência de democracia no regime político em que estamos. O PT
era a única saída para manter as aparências com a classe trabalhadora,
justamente por conta de sua base social nos sindicatos e movimentos
sociais.
Agora o intuito do PT é manobrar as massas e a esquerda mais
centrista e ingênua, para não falar dos conspiracionistas inveterados, a sair das ruas e manter a ordem ``natural'' dos
arranjos sociais até então admitidos pela elite que se beneficia do
status quo.
A TR ratifica a necessidade da classe trabalhadora continuar na rua e
arrancar ainda mais projetos de lei que beneficiem a nossa classe,
forçando os políticos a retrocederem nos ataques como o da PEC 37 e do
Projeto Cura Gay. Foi graças a pressão das ruas que esse parlamento
comprado e viciado que temos votou, em apenas uma semana, projetos
políticos da envergadura dos que foram votados. Graças a pressão das
ruas o congresso nacional fez, em uma semana, coisa que não faria em
dez anos de legislatura.
A tarefa da esquerda e das centrais sindicais é chamar greves gerais
e mobilizar continuamente a classe trabalhadora brasileira, agudizando
as lutas e organizando a classe para um momento ainda mais auspicioso
para a tomada do poder pelo proletariado.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Ascenso das lutas populares no Brasil
-->
por Mário Medina
O refluxo pode durar um
tempo razoável, mas o ascenso social vem, necessariamente, em algum
momento de crise. E no Brasil é chegado o momento oportuno das
sublevações populares, sobretudo das juventudes dos grandes meios
urbanos, que continuam sem perspectivas de mudança dentro da atual
conjuntura política de pseudo regime democrático, que lhes sufoca
com repressão e meios de controle social para lhes enquadrar dentro
de um sistema viciado, onde vigora todo tipo de exploração sobre as
classes mais pauperizadas.
Mas tem uma hora que a
bomba explode. E a ideologia dominante não tem sido capaz de conter a
revolta. As manifestações por todo o país começaram com a bandeira
da tarifa zero no transporte público, com os estudantes se rebelando
contra o aumento abusivo e injustificável dos preços das passagens,
mas transbordou o temário inicial após a resposta truculenta das
policias militares a serviço dos governos locais, e, na última
semana, colocou dezenas de milhares de manifestantes nas ruas das
maiores cidades do país.
Deste modo as
manifestações ganharam um caráter nacional e multitudinário, graças às demandas sociais que não tem sido contempladas pelo regime
democrático burguês, que mais se caracteriza por uma ditadura
velada dos interesses dos grandes capitalistas, que estão por trás
do governo de Dilma e dos politiqueiros locais que lhes servem como
testas de ferro no plano político.
O que está em jogo para
os estudantes e trabalhadores que saem às ruas já não é tão
somente o preço abusivo do transporte, mas a luta pelo direito de se
manifestar sem sofrer repressão; acompanhada de toda uma gama de
reivindicações sociais de uma classe que não aguenta mais viver e
ser tratada como gado, vítima dos vis interesses financeiros dos que
dominam os meios de produção e o sistema político.
Agora o que está em
jogo é o descontentamento massivo com os gastos da Copa; o
descontentamento social com o sucateamento dos serviços públicos,
tais como a saúde, a educação, a previdência; o descontentamento
da juventude com o desemprego, com os salários rebaixados que não
cobrem as perdas inflacionárias e que assim penalizam os
trabalhadores, lhes tirando poder de compra, lhes impondo uma vida de
privações e necessidades.
Repito: uma hora a
bomba explode. E a burguesia no governo, com suas pífias manobras
políticas, não é capaz de conter o ascenso das massas, e assim se
encontra num impasse. Dilma e os picaretas do congresso nacional
assumem um discurso ameno e moderado diante das convulsões sociais.
Os politiqueiros bem sabem que tem de tratar de colocar panos quentes
sobre a revolta se quiserem mesmo contornar a situação e
permanecerem no poder.
A grande mídia dos
poderosos já não eh capaz de manobrar a opinião publica com tanto
êxito, não diante de tamanha crise social e política, e assim
capitula diante da cruel realidade e adere à um discurso cínico e
conciliatório, tratando como jovens politizados e conscientes os que
outrora tachavam de vândalos.
Diante de tudo que está
colocado, é imperativo concluir que está na hora da classe
trabalhadora e da esquerda tomarem o poder e transformarem a
sociedade de classes numa sociedade igualitária, de assumirem a
liderança da revolução social e o processo de transição ao
socialismo. Só numa sociedade socialista será possível ter vida
plenamente digna e com verdadeira liberdade.
A tarefa colocada para a esquerda revolucionária é dirigir o descontentamento das massas para uma politização e conscientização que se converta em práxis revolucionária, organizando os elementos revoltosos da sociedade em torno de um projeto de sociedade socialista.
sábado, 15 de junho de 2013
LIBERDADE IMEDIATA AOS PRESOS POLÍTICOS DE ALCKMIN!
Carta aberta de professores da USP que exigem imediata libertação dos presos políticos das manifestações dessa semana em São Paulo
Nós, abaixo-assinados, professores da Universidade de São Paulo, exigimos a imediata libertação dos cidadãos feitos prisioneiros políticos pelo governo do Estado de São Paulo em razão de uma manifestação pacífica contra o aumento da tarifa do transporte público municipal. Exigimos, em especial, a imediata libertação de nossos três estudantes, José Roberto Ferreira Militão Junior, Maria Clara Guiral Bassi e Iuri Gabriel Bonfim. Além disso, exigimos a punição exemplar de todos os policiais militares engajados em injustificáveis ataques à população e aos profissionais de imprensa direta ou indiretamente envolvidos na manifestação do dia 13 de junho de 2013. Um verdadeiro Estado de direito não pode admitir esse tipo de comportamento daqueles agentes públicos pagos justamente para proteger os cidadãos paulistas. Liberdade imediata aos presos políticos de Alckmin!
Beatriz Raposo de Medeiros
Cilaine Alves Cunha
Cristina Wissenbach
Deize Crespim Pereira
Elisabetta Santoro
Fátima Bueno
Flavio Wolf de Aguiar
Francis Aubert
Francisco Carlos Palomanes Martinho
Glória Alves
Henrique Carneiro
João Zanetic
Laura de Mello e Souza
Leila Leite Hernandez
Lucia Wataghin
Manoel Fernandes de Sousa Neto
Marcello Modesto
Marcos Silva
Maria Cristina Correia L. Pereira
Maria Ligia Coelho Prado
Mauricio Salles Vasconcelos
Neide Maia González
Pablo Ortellado
Renato Queiroz
Roberta Barni
Rodrigo Ricupero
Rosangela Sarteschi
Ruy Braga
Sean Purdy
Sergio Miceli
Sylvia Bassetto
Tania Celestino Macêdo
Vima Lia Martin
Nós, abaixo-assinados, professores da Universidade de São Paulo, exigimos a imediata libertação dos cidadãos feitos prisioneiros políticos pelo governo do Estado de São Paulo em razão de uma manifestação pacífica contra o aumento da tarifa do transporte público municipal. Exigimos, em especial, a imediata libertação de nossos três estudantes, José Roberto Ferreira Militão Junior, Maria Clara Guiral Bassi e Iuri Gabriel Bonfim. Além disso, exigimos a punição exemplar de todos os policiais militares engajados em injustificáveis ataques à população e aos profissionais de imprensa direta ou indiretamente envolvidos na manifestação do dia 13 de junho de 2013. Um verdadeiro Estado de direito não pode admitir esse tipo de comportamento daqueles agentes públicos pagos justamente para proteger os cidadãos paulistas. Liberdade imediata aos presos políticos de Alckmin!
Beatriz Raposo de Medeiros
Cilaine Alves Cunha
Cristina Wissenbach
Deize Crespim Pereira
Elisabetta Santoro
Fátima Bueno
Flavio Wolf de Aguiar
Francis Aubert
Francisco Carlos Palomanes Martinho
Glória Alves
Henrique Carneiro
João Zanetic
Laura de Mello e Souza
Leila Leite Hernandez
Lucia Wataghin
Manoel Fernandes de Sousa Neto
Marcello Modesto
Marcos Silva
Maria Cristina Correia L. Pereira
Maria Ligia Coelho Prado
Mauricio Salles Vasconcelos
Neide Maia González
Pablo Ortellado
Renato Queiroz
Roberta Barni
Rodrigo Ricupero
Rosangela Sarteschi
Ruy Braga
Sean Purdy
Sergio Miceli
Sylvia Bassetto
Tania Celestino Macêdo
Vima Lia Martin
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Nota do PSOL: Revolta popular é legítima. Abaixo a Repressão!
O Partido Socialismo e Liberdade manifesta seu total apoio às manifestações ocorridas em todo o Brasil contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos e repudia veementemente a violência policial que tem buscado reprimir o legítimo direito de organização e manifestação.
A crescente intensidade dos protestos – que passaram por Porto Alegre, Natal, Maceió, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo – furaram o bloqueio da grande imprensa e tornaram-se tema que tem mobilizado a sociedade.
Governantes da turma do “prende e arrebenta” não entendem que a revolta causada por ficar até seis horas numa condução de péssima qualidade que consome um terço do salário é o motivo do apoio popular às manifestações. A contestação que começou com a juventude é a ponta do iceberg de uma imensa insatisfação coletiva. Responder com intransigência, truculência e brutalidade policial é jogar gasolina na fogueira. Alckmin, Haddad, Cabral e Paes assumam suas responsabilidades com a repressão revoltante e despropositada e sua inação. Além disso, não cabe ao Ministro Cardozo, que deveria ser da Justiça, incentivar a truculência e ajuda da Polícia Federal na repressão aos movimentos.
Ao mesmo tempo, a escalada de violência promovida pelas Polícias Militares, principalmente nos recentes protestos na capital paulista demonstram que a política totalitária dos governos municipais e estaduais não convive com a divergência, a crítica e a contestação o que resulta na criminalização dos movimentos sociais e manifestantes, fato inadmissível numa sociedade democrática e que merece o repúdio do PSOL. Exigimos a libertação imediata de todos os presos. Além disso, penalizar ativistas com pagamento de fianças, inclusive com valores absurdos e enquadramento por formação de quadrilha é inadmissível.
Ao acusar de vandalismo o conjunto desse amplo e legítimo movimento, governantes inescrupulosos e a elite brasileira tentam manipular a opinião pública, mas sofrem um imenso revés com a resposta clara das pesquisas, que demonstram enorme apoio popular às manifestações e repúdio à coação e violência policial.
Cabe salientar que recentemente as tarifas de transporte coletivo ficaram isentas das alíquotas de PIS e Cofins, o que deveria evitar o aumento. É absurdo que mesmo com essas vantagens tributárias, os empresários reajustem as tarifas de transporte coletivo com a anuência dos prefeitos e governadores. Esse conluio entre empresários e governantes não esconde que as empresas de transportes coletivos figuram como destacadas financiadoras das campanhas eleitorais dos que agora aceitam os aumentos como uma forma de “pagar a conta”.
Nas cidades governadas pelo PSOL – Macapá (AP) e Itaocara (RJ) - não houve aumento das tarifas de ônibus por decisão política dos prefeitos. Nossa lógica de governo está a serviço dos trabalhadores e da juventude e não de acordos com empresários que transformam o direito ao transporte público num simples negócio. Consideramos que é possível, com um orçamento equilibrado e disposição política, avançar em medidas como o passe livre para estudantes e mesmo a tarifa zero. A defesa dessas propostas, portanto, nada tem de irreal ou absurdo, assegurando o direito constitucional dos cidadãos à mobilidade.
O PSOL continuará a cerrar fileiras em defesa do direito à contestação, em defesa do direito ao transporte público de qualidade e contra a violência policial. Goiânia e Porto Alegre já obtiveram vitórias com a redução das tarifas. É hora de avançar e conquistar. E só com luta se conquista.
São Paulo, 14 de junho de 2013.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Giannazi cobra autonomia em escolas paulistanas
No dia 05 de junho o professor e deputado estadual Carlos Giannazi, membro titular da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, criticou duramente, pela tribuna da ALESP, a Portaria publicada no Diário Oficial do Município que fixa as diretrizes para a reposição de aulas dos dias parados por conta da greve de 22 dias do magistério público.Para Giannazi, o processo de reposição deve ser feito por cada escola em calendário construído coletivamente com a comunidade escolar. “A Portaria, ao obrigar as escolas a reporem as aulas no recesso escolar de julho sacrificando assim as reuniões e jornadas pedagógicas, está desrespeitando os princípios constitucionais da autonomia e gestão democrática das escolas, passando por cima do projeto pedagógico de cada uma delas”, argumentou o parlamentar, que é diretor licenciado de escola pública da rede municipal de ensino.
Durante seu pronunciamento, Giannazi disse que exigirá do executivo municipal a reformulação da Portaria e que estuda medidas como acionar o Ministério Público Estadual e o Conselho Municipal de Educação. Do Boletim informativo do mandato | |||
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Unidade Nacional contra a criminalização do Movimento Estudantil
Carta lida e aprovada na última plenária do Encontro nacional da UNE. A TR assina embaixo dessa ideia!
Primeiros Signatários:
Forum dos Processados da USP
Forum dos Processados da Unifesp
DCE da Univille
DCE da Fundação Osvaldo Cruz
DCE da UFMG
DCE da UFBA
Juventude Marxista
Levante Popular da Juventude
União Juventude Rebelião
Corrente Proletária Estudantil – POR
AJR – Juventude do PCO
"Um dia vieram e levaram
meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não
me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram
meu vizinho católico.
Como não sou católico, não
me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram...
já não havia mais ninguém para
reclamar."
(Martin Niemöller, 1933)
A todos os estudantes, a todos os Centros e Diretórios
Acadêmicos, a todos os DCEs, à UNE!
Hoje, estudantes da USP, Unifesp, Unesp, UFMT, e de
tantas outras, estão processados, acusados de coisas como formação
de quadrilha, destruição do patrimônio público e outras acusações
absurdas numa clara ofensiva de criminalização do Movimento Estudantil,
além de inúmeros outros processos administrativos e perseguições
no interior da universidades.
Os estudantes processados e perseguidos se manifestaram
por diversas pautas. Independente da consideração que qualquer um
faça sobre os encaminhamentos e os métodos que utilizaram, não podemos
aceitar que as questões políticas sejam resolvidas pela polícia.
Estes são métodos de regimes totalitários, inaceitáveis.
Lutar pelas reivindicações dos estudantes é
legítimo e não pode ser crime! Lutar por Educação Pública e Gratuita
para todos em todos os níveis é parte integrante da luta histórica
dos estudantes. Nada tem a ver com formar uma quadrilha! Se nos calarmos
diante disto, se nada fizermos, amanhã serão milhares de estudantes
criminalizados e presos simplesmente porque tenham se manifestado de
alguma forma por nossas reivindicações.
Não nos espantemos se no dia depois de amanhã, venham
a criminalizar estudantes que simplesmente estejam à frente de
uma entidade estudantil. Lembrem-se o que aconteceu no Congresso da
UNE de 1968, em Ibiúna! Agora eles colocam a Polícia Militar dentro
do maior campus da maior universidade do Brasil, a USP, algemam, prendem
e processam estudantes em plena "democracia", e nos calamos?
Não!
É preciso construir a unidade dos milhões de estudantes
Universitários e dos milhões de secundaristas. É preciso construir
a unidade do Movimento Estudantil para organizar, preparar manifestações
nacionais. Para isso, a UNE deve convocar uma grande Plenária Nacional
contra a criminalização do Movimento Estudantil.
Primeiros Signatários:
Forum dos Processados da USP
Forum dos Processados da Unifesp
DCE da Univille
DCE da Fundação Osvaldo Cruz
DCE da UFMG
DCE da UFBA
Juventude Marxista
Levante Popular da Juventude
União Juventude Rebelião
Corrente Proletária Estudantil – POR
AJR – Juventude do PCO
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